quarta-feira, 7 de março de 2012

Propagandas impressas, Educação e Leitura




Resumo do texto: Propagandas Impressas, Educação e Leitura

1.    A Leitura como Prática Social.


Entender o processo de produção de sentidos a partir da leitura de textos é o objetivo deste trabalho.
Por se tratar de um tema complexo, compreender a leitura não é uma atitude natural porque exige habilidade, interação e trabalho.
Partimos do pressuposto de que a leitura é produção de sentidos que se realiza por um sujeito-leitor que tem suas especialidades e sua historia; tanto sujeito quanto sentido são marcados histórica e ideologicamente.
Orlandi (1993) afirma existir na perspectiva interacional da leitura um jogo existente entre um leitor que é real – aquele que le o texto, se apropriando dele -, e um virtual – aquele que o autor imagina (destina) para seu texto e a quem ele se dirige quando escreve. Assim há uma relação de conforto, em que o leitor (real), quando em contato com o texto, encontra outro, ai constituído, e com o qual ele, necessariamente, tem de se relacionar. 
No texto publicitário, o autor deixa evidente o tipo de leitor que pretende atingir, e todo o processo de criação desse texto considera as características desse leitor. 
Dessa forma, o leitor não interage com o texto (relação sujeito/objeto), mas com outro(s) sujeito(s), que pode ser o leitor virtual, o autor etc. Para Orlandi (1993), as relações acontecem entre homens, daí serem relações sociais. E também históricas, porque são mediadas por objetos, como o texto. É nesse momento que os interlocutores se reconhecem, e se desencadeia o processo de significação do texto. 
Tão importante quanto essa interação são os modos de leitura. São muito variáveis e mostram as formas de relação de leitores com o texto. Os diferentes modos vão depender do contexto e seus objetivos. 
A interação entre autor, leitor e texto constitui parte integrante de toda essa contextualização da leitura, Orlandi nega a possibilidade de se pensar em um autor onipotente, ou em um leitor onipresente. 
Na produção de leitura, o implícito é um aspecto relevante, na leitura de textos publicitários, o implícito é muito explorado, pois esse gênero procura, tento no campo verbal quanto visual, despertar no leitor o interesse pelo produto, discursando nas entrelinhas. 
O texto pode tornar-se uma “armadilha”, conforme argumentar Marcuschi, pois o autor deixa muita coisa por conta do leitor. 
Saber ler, segundo Orlandi, “é saber o que o texto diz e o que ele não diz, mas o constitui significativamente.” 
A significação de qualquer texto passa por um processo complexo que envolve elementos muito distintos, de natureza histórica, social, linguística, ideológica, etc. Isso significa que só há produção de leitura quando esses fenômenos são considerados. 
É por essa razão que Orlandi afirma que leitura é uma questão linguística, pedagógica e social. Nessa perspectiva alguns reducionismos devem ser discutidos. 
O primeiro deles diz respeito á forma como a escola restringe a leitura ao seu caráter mais técnico, ou seja, visando apenas á urgência de resultados e se esquecem os aspectos fundamentais que mostram a história das relações com o conhecimento, tal como ele se dá em nossa sociedade. A autora denomina esse reducionismo de pedagogismo.
O segundo reducionismo diz respeito a questão da distinção de classes sociais na sua relação com a escola e a leitura. 
Dessa forma, segundo Orlandi “a escola, tal como existe, em referencia á leitura, propõe de forma homogênea que todo mundo leia como a classe média le.”    
A terceira forma de reducionismo é o linguístico, em que a leitura é vista como decodificação, e se proporiam técnicas que derivassem do conhecimento linguístico estreito. Dessa forma, o texto tem um sentido que o aluno deveria apreender. 
Na verdade, a leitura do texto não é apenas a decodificação. O leitor atribui sentidos ao texto, a leitura é produzida e se procura determinar o processo e as condições de sua produção. É por meio da leitura, segundo Orlandi que há a concentração do texto, processo de interação verbal, que se desencadeia o processo de significação.
No que diz respeito ás diferentes formas de linguagem, na visão da autora a escola exclui da sua consideração o fato de que o aluno convive com todas elas em seu cotidiano. E que ela evita incluir em sua reflexão metodológica e em sua prática pedagógica a consideração de outras formas de linguagem que não a verbal. Felizmente, esse quadro está se modificando, hoje, o próprio discurso oficial da escola vem insistindo na importância de se incorporar ao ensino textos da mídia, embora, segundo a autora, ela ainda não sabia lidar com esse material complexo. 
A reflexão sobre a leitura tem a finalidade de fornecer subsídios para o seu ensino em escolas que se queiram críticas. Dessa forma, o professor pode modificar as condições de produção de leitura do aluno, propiciando-lhe a construção de sua própria história de leituras. 
Observamos previsibilidades na leitura de alguns textos. Essa previsibilidade se legitima quando analisamos o processo histórico da leitura dentro das diferentes instituições como a Igreja, o Direito, a escola, entre outras. 
Outro aspecto é o de que todo leitor tem sua história de leitura. Essas leituras podem dirigir alargar, ou mesmo restringir a compreensão de texto de um leitor. 
No entanto, a leitura não é somente previsibilidade. A imprevisibilidade permite compreender um texto em seus múltiplos sentidos, o que é o desagradável. 
É nesta relação da leitura previsível com a imprevisível, muitas vezes o leitor não chega a compreender o mínimo ou ultrapassa o que se possa compreender de uma leitura possível. Orlandi denomina o risco para menos de leitura parafrástica, e o risco para mais, de leitura polissêmica.
O critério para se determinar se uma leitura produziu sentido possível ou se chegou a ser uma leitura razoável está na observação da relação do texto e do leitor com o contexto histórico-social, cultural e ideológico. 
Neste contexto, o professor é capaz de intervir nas condições de produção do aluno. Para essa autora, dois contextos diferentes podem surgir segundo as atitudes e ações dos participantes: Um contexto de fracasso, em que o aluno é um coitado, um não-leitor outro, um contexto de aprendizagem em que o leitor ou de aprendiz bem-sucedido vão sendo construídas na interação.    

2.    UM OLHAR SOBRE A PROPAGANDA IMPRESSA

O texto publicitário é um dos mais fortes veículos de comunicação de massa. O seu objetivo é o de convencer ou persuadir o publico acerca de determinado produto ou serviço, como também de modificar ou conservar determinado comportamento,opiniões, idéias ou crenças.
O texto publicitário é constituído por elementos verbais e não-verbais. Ele procura despertar no leitor o desejo determinado do produto, alimentando as aspirações humanas. Nesse contexto se destaca um dos mecanismos mais utilizados na linguagem publicitária: a argumentação.
É a força persuasiva e argumentativa dos enunciados publicitários que manipula as pessoas.
A linguagem publicitária se utiliza do processo de implicitação. Esse processo consiste em deixar implícito ou insinuado as intenções ou propósitos articulados nas estruturas enunciativas dos textos publicitários.


3.    CONSIDERAÇÕES FINAIS.

O processo de produção de sentidos a partir da leitura do gênero discursivo propaganda impressa pode ser ensinado na escola. O professor pode conseguir resultados satisfatórios.
Utilizar-se da perspectiva intencional da leitura para a compreensão dos textos é uma opção interessante para a formação de um leitor critico e responsivo.



Cândida Rosa de Alencar P. Silva - Polo de Simões

Os Textos Acadêmicos e outros Textos (escritos)- Resenha



JORDÃO, Clarissa Menezes. Fundamentos do Texto em Lingua Inglesa II: Os textos acadêmicos e outros textos (escritos). 1 ed. IESDE Brasil, 2009.



Resenhado por * Cândida Rosa de Alencar Pereira Silva
                                              
Comecei a ler “Os Textos Acadêmicos e os Outros Textos (escritos), do Livro Fundamentos do Texto em Língua Inglesa II, na expectativa de conhecer mais afundo técnicas e métodos de produção de textos acadêmicos, visto ser fundamental no curso de graduação ao qual estou cursando, mas o conhecimento ultrapassou as expectativas, pois, o capitulo alem das características e estrutura organizacional, é rico em exemplos e modelos de textos dentro do gênero acadêmico.
O Texto trata a linguagem escrita, como papel importantíssimo em diversas situações, utilizando diferentes gêneros textuais, reconhecidos através das características apresentadas, onde além das peculiaridades do dia a dia é possível a construção de tratados filosóficos, teses acadêmicas, trabalhos científicos.
A leitura acadêmica acontece de modo objetivo, especifico definido antes mesmo de ter contato direto com o texto em si, de acordo com o seu interesse que o motivará nessa busca.
Os textos acadêmicos fazem uso de uma estrutura textual explicita clara, coerente e concisa, explicando e esclarecendo sua teoria já na introdução com a apresentação do tema e se possíveis subtemas.
As informações gerais sobre o assunto pesquisado é abordado no desenvolvimento, onde é fundamentado por abordagens de outros pesquisadores.
Na conclusão é feito um resumo das teorias mais expressivas que foram utilizadas como analise do tema, estabelecendo uma relação com a sua analise.
Recomendo essa obra, por ver a possibilidade de uma rica aquisição de conhecimento, que será de extrema importância por toda nossa trajetória acadêmica.

Cândida Rosa de Alencar Pereira Silva, estudante do curso de Letras/ inglês da Universidade Estadual do Piauí – UESPI, Polo- Simões- PI

sábado, 3 de março de 2012

Fichamento: Leitura e Produção de Texto com Ênfase em Gêneros Discursivos


Leitura e Produção de Texto com Ênfase em Gêneros Discursivos
Rodrigues,Elias Mauricio da Silva; Ribeiro,Silvana da Silva- Teresina: UAB/FUESPI/NEAD,2011.107 p.

UNIDADE I:

 Concepções de leitura e o ato de ler

Geraldi (2003) define a leitura como um processo de interlocução entre leitor e autor.
O autor destaca as concepções de leitura: A leitura –busca de informações onde o leitor busca a resposta para aquela questão ou exercício; a leitura-estudo do texto, onde a finalidade é assimilar o Maximo do conteúdo para a realização de atividades;a leitura do texto-pretexto, onde o texto serve de fundamentação para outro texto que você está elaborando; a leitura-fruição refere-se a leitura por prazer.

UNIDADE II:
 O texto e a sua textualidade

O texto consiste em qualquer passagem falada ou escrita que forma um todo significativo independente da sua extensão.
Textualidade é o conjunto das características que fazem com que um texto seja um texto e não apenas uma sequencia de frases isoladas do seu contexto de uso.
Beaugrade e Dressler apontam fatores responsáveis pela textualidade, que se dividem em:
 Fatores lingüísticos:
     a)  Coerencia- sentido empregado no texto e também ao sentido construído pelo interlocutor.
      b) Coesão- conjunto de conectores que, ao serem inseridos de forma correta no texto, dá a ele a coerência esperada.
Fatores Pragmáticos:
a)      Intencionalidade
b)     Aceitabilidade
c)      Informatividade
d)     Situacionalidade
e)      Intextualidade

Tipos e Generos Textuais

·         Tipos Textuais
a)      Tipologia textual
Os textos se constituem de sequencias com determinadas características lingüísticas
Dependendo dessas características configura-se os diferentes tipos textuais.

a)      Sequencia narrativa
Marcada pela temporalidade
b)     Sequencia Descritiva
Não há sucessão de acontecimentos no tempo, mas sim apresentação pura e simples do ser descrito em um determinado momento
c)      Sequencia Argumentativa
E aquela por meio da qual se faz a defesa de um ponto de vista, ou em que se questiona uma ideia.Intenta-se persuadir.
d)     Sequencia Explicativa ou Expositiva
Intenta explicar ou dar informações a respeito de alguma coisa. E o texto que predomina nos livros didáticos.
e)      Sequencia Injuntiva ou Instrumental
A marca fundamental é o verbo ;predomina a função conativa da linguagem.

* Generos do discurso
A referencia a gêneros do discurso remete a textos verbais ou não- verbais concretizados em eventos comunicativos.


UNIDADE III:
Da leitura a Produção Textual


·         Generos Academicos
a) Resumo-
apresenta as idéias ou fatos essenciais, expondo-os de modo abreviado e respeitando a ordem pela qual surgem.
b)Resenha-desempenha a divulgação de trabalhos entre a comunidade acadêmica e de obras em diferentes veículos. Exige do produtor conhecimento sobre o assunto para estabelecer comparações e maturidade intelectual do produtor , fazer avaliações e emitir juízo de valor.
c) Fichamento-é o ato de registrar os estudos de um livro e/ou texto .
Existem três tipos: bibliográfico,de resumo ou conteúdo e o de citação.
d) Generos Virtuais:
- Fóruns e Salas de bate-papo

- E-mail
e) Outros gêneros
- Bilhetes
- Cartas
- Carta comercial
- Contrato
- Bula














quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Formar o Professor Reflexivo é fundamental no mundo de hoje? Por quê?





Todos trazem consigo a figura de um professor seja de forma positiva ou não.
Nossa memória nos remete a suas maneiras de falar de ensinar de avaliar, uns com assombros e ameaças de reprovação, outros com incentivos, com palavras de encorajamento e buscando o aprendizado dos alunos.
Hoje o professor é visto diferente, não mais como aquele ser onisciente, detentor de todo saber, o ser inquestionável, pelo contrario, ele é visto como o ser capaz de auxiliar na construção do conhecimento, na valorização do coletivo, da busca pelo aprendizado conjunto.
O Educador é o professor reflexivo, aquele que pensa continuamente sobre suas teorias e ações, auxiliando o aluno na construção do conhecimento, buscando seu aperfeiçoamento e preocupando-se com a própria formação contínua.
O professor reflexivo facilita a diversidade, que contribui para gerar mudanças determinantes numa evolução.
Ele é capaz de multiplicar os saberes em uma relação de troca, despertando o convívio prazeroso e consciente de que a aquisição de conhecimento na sala de aula transpõe os muros da escola atingindo a vida e as relações socioculturais do educando.
Daí a importância, nos dias de hoje, de um professor reflexivo, por ser ele o mediador entre educação e educando. Segundo Rogério Ferreira Leite, a Educação não é um instrumento modificador, mas, um recurso próprio para forjar indivíduos capazes de decidir e optar por uma nova concepção de sociedade.

As fundamentações básicas da Educação



Antropológica- Refere-se ao homem. A cada forma de se compreender seus costumes, crenças, hábitos e aspectos físicos dos diferentes povos.

Epistemológica- Visa compreender o fenômeno do conhecimento, analisando-o do ponto de vista cientifico.
A ela interessa os princípios ou critérios necessários para que um saber possa ser dito cientifico, é um interesse especifico particular.

Axiológica- Estuda os valores, criticamente, inerente ao agir do homem `as ações práticas.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Saudade de mim...






Saudade por si só vem carregada de dor
Invade o peito como se fosse sufocar
Saudade tem cheiro, tem cor, tem som....
Mesmo sendo substantivo abstrato
Dói com tanta intensidade que
 Torna-se  concreto....
Saudade te faz olhar pra trás
Buscar o que naquele momento te faz falta
Mesmo sabendo que lá atrás te trouxe  lágrimas
Saudade te faz ir à busca de uma identidade
Aquela secreta, que nem ao espelho tu revelas
Saudade te faz entrar no barco
E não saber que direção tomar
Saudade te faz sentar à beira do caminho
Olhar o horizonte e vê-lo mais distante ainda
Saudade é a vontade de ter de volta
Aquilo que tu sabes que  jamais voltará
Saudade te faz ri com a lembrança engraçada
Chora com o adeus na estação
Saudade é como uma” bituca” de cigarro
Que você jura está apagada
E ao  encostar um papel  solto ao vento
faz labareda subir...
Saudade é a busca de si mesmo,
Dos valores perdidos, dos sonhos deixados
Dos amores sofridos e até dos vividos com intensidade...
Saudade, mesmo encontrada no dicionário
Ou nas rimas dos poetas e cantadores
Saudade, não se define se sente....


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Fim do feudalismo, o surgimento do capitalismo e o aparecimento da sociologia.

A característica principal do feudalismo era o sistema de troca de mercadoria. 

Com o surgimento das cidades e do comércio, os produtos passaram a ser vendidos ao invés de serem trocados.
O êxodo rural,a busca de uma vida melhor, a oportunidade oferecida aos camponeses de integrarem o exercito profissional , sendo assim remunerados, influenciou muito o declínio do feudalismo,mas, o fator decisivo foi o surgimento da monarquia, que fez diminuir o poder dos nobres e firmar o capitalismo onde a pratica comercial imprimiu uma economia baseada já não mais na utilização e demanda, mas na quantidade monetária.
Com a sociedade industrial, surge a sociologia como produto de desenvolvimento intelectual, entre os pensamentos dos passos da civilização, marcando o momento reflexivo dos homens sobre eles mesmos, onde o social submete-se a ordem, condições, fatores e produtos da vida social.
Nesse contexto histórico de desagregação da sociedade feudal, da consolidação da civilização capitalista, surge a sociologia para refletir a sociedade moderna com explicações praticas ,mantendo ou alterando fundamentos sociais que a tornaram possível.